sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Que tal morar em marte?


Estava eu na minha humilde casinha quando uma senhorita de seis anos olha na minha cozinha e fala: Tia você recicla o lixo?! Eu respondi que sim porque há uns três anos mais ou menos criei esse habito de reciclar o lixo e o óleo da minha casa (casinha como já disse). Ela com sua inocência e sabedoria que só uma criança tem diz: - A minha avó não, mais deveria.
Pensei naquilo e fiquei feliz por saber que a minha parte eu estou fazendo, mas por outro lado percebi que são poucas as pessoas que já conseguem viver num mundo diferente e pensar que daqui alguns anos nosso planeta não vai mais aguentar. 
Sei que a esperança são as nossas crianças, que já na escola tem aulas de sustentabilidade, gestão ambiental e estão começando a ter essa consciência, mas para uma pessoa um pouco mais de idade que foi acostumada com toda a fartura que o mundo sempre ofereceu fica mais difícil de a essa altura do campeonato criar novos hábitos.
Dessa vez a culpa não é dos políticos nem do sistema e nem nenhuma dessas teorias conspiratórias das quais me referia no texto anterior. Dessa vez estou falando de cada um. Às vezes me sinto como o passarinho no incêndio da floresta; Creio que se CADA pessoa fizer sua parte fica mais fácil. E nem vem você pensando assim: A todo mundo faz, vou fazer também, ou então a só eu vou fazer alguma coisa assim?! Ai não adianta.
Adianta sim...
Depois vem dizer que o mundo vai acabar no ano que vem que o aquecimento global vai descongelar tudo. Mais o mundo não vai acabar! Relaxa. A natureza não vai dar essa mamata pra gente, até porque pensem: Acabamos com o mundo então vai tudo se acabar, todo mundo morre e vai pro céu pro inferno pra PQP. A tá!
Não, cada vez vai ficar pior de viver aqui, cada vez mais vamos ter problemas respiratórios, problemas de enchentes, de desgelo, de desmatamento etc. etc. etc.
Mais espera ai, não é mais fácil a gente prevenir do que remediar?! Claro que não fomos nós dessa geração que acabamos com o mundo, só contribuímos, acontece que ele é velhinho gente e as gerações passadas nunca se quer pensaram que as coisas acabam que nada é pra sempre... Sabe aquela historia dos ratinhos do quem mexeu no meu queijo? Pois é, se a gente não procurar formas pra preservar o que já foi bem depredado, devastado, desmatado, vai acabar.
È simples:
Vou lavar a calçada – Não, vou varrer.
Vou jogar todo o lixo no mesmo saco – Não, vou separar os materiais que são recicláveis.
Vou jogar o lixo no chão – Não, por favor, joga na bolsa, coloca no bolso, segura um pouquinho mais joga no lixo gente!
Vou à praia fazer farofa deixar tudo lá pra alguém ir recolher – Não! Faço a farofa e coloco todos os meus restinhos na sacolinha amarro e jogo no cesto de lixo.
Ou é mais fácil aceitar que a água vai acabar, que o mundo vai virar um aterro sanitário, que as ruas vão encher, os rios e mares vão poluir e muitos bichos vão morrer?
Claro que não tem que ser a pessoa mais ecologicamente correta no mundo, mais esse tipo de coisa é absurdo! E quanto mais tarde olharmos para a terra com outros olhos, mais cedo “vamos morar em marte”.

Aline Lins de Oliveira

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